02/04/2009

A psicologia do desenvolvimento e a educação ao longo da vida.(*)


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“Será a sequência do nosso desenvolvimento determinada geneticamente ou serão os factores do meio em que nos desenvolvemos determinantes no nosso comportamento?”

A Psicologia do Desenvolvimento examina exactamente essa mudanças do entendimento e comportamento que ocorrem ao longo de todo o ciclo de vida humano na tentativa de identificar mudanças e a descoberta dos motivos pelos quais ocorrem. O estudo do desenvolvimento pode ser observado sob diversa formas, como sejam, as competências sociais, o relacionamento humano, etc. abrangendo o desenvolvimento da criança, do adolescente e do adulto.Examina as mudanças comportamentais ocorridas ao longo da vida levantando questões importantes como seja a questão inicial deste texto.

Deverá contemplar o estudo do desenvolvimento, do crescimento, da maturação, da aprendizagem, da inteligência, da capacidade plástica, da socialização e da mudança.

Desde o momento da fecundação que se inicia o processo de desenvolvimento e quanto a esta ideia parece não haver dúvidas, o mesmo já não acontece relativamente ao término da vida, onde se levantam questões religiosas.

A capacidade de aprendizagem deve ser considerada como uma construção ao longo da vida uma vez que a cada vez maior disponibilidade de meios tecnológicos e dos média provocam, também eles, formas de conhecimento, sejam lúdicas, informativas ou publicitárias.

A escola, os professores e os educadores de um modo geral, confrontam-se com a necessidade de tornar a escola um espaço mais atraente onde a compreensão das mudanças se torna premente.

O conceito de educação tem vindo a ultrapassar as fronteiras da escolaridade tradicional para dar lugar a um processo de aprendizagem durante toda a vida de forma a proporcionar maior adaptabilidade aos fenómenos da globalização e da competitividade.
O processo de desenvolvimento humano revela-se ao nível do crescimento, do comportamento e do conhecimento surgindo em cada fase da vida características específicas:
Desenvolvimento Físico;
Desenvolvimento Intelectual;
Desenvolvimento Social;
Desenvolvimento Emocional.

O conceito de educação significa que quando aplicada a qualquer período de vida tem como objectivo, desde que apropriada a cada idade, a apreensão do conhecimento
Em cada uma das fases de cada idade existem condicionantes inerentes à menor ou maior capacidade intelectuais, compreendendo capacidades cognitivas e emocionais, relacionamento social e a chamada “idade de responsabilização”.

Na verdade os comportamentos surgem numa ordem sequencial de desenvolvimento hereditários condicionado à genética mas também se encontram condicionados aos factores sociais através dos quais se dá a assimilação.

A vastidão da complexidade de temas e matérias de estudo da Psicologia do Desenvolvimento são de tal modo abrangentes que se afigura impossível enumerar todas as suas relações. Por isso aqui ficam alguns links interessantes que podem proporcionar e aprofundar com mais clareza o que aqui foi exposto e nos quais me baseei.

Bibliografia/pesquisada:
Textos U.A.
http://www.molwick.com/pt/evolucao/580-psicologia-desenvolvimento.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Psicologia_do_desenvolvimento
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jean_Piaget
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lev_Vygotsky
http://pt.wikipedia.org/wiki/Erik_Erikson
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lawrence_Kohlberg

O que é a deficiência de aprendizagem?


Aprender é um desafio, ou seja, todas as crianças têm pontos fortes e fracos. Alguns tem mais capacidade para ouvir e assimilar mais facilmente outras aprendem melhor se lerem
A escola por vezes descura estas capacidades misturando numa mesma sala alunos de capacidades diferentes. Será por isso inevitável que alguns tenham problemas de aprendizagem (SCOZ, 1994).

A deficiência de aprendizagem não implica forçosamente que a criança seja deficiente mental.
Segundo MIRANDA (2000) “Muitas crianças com deficiência de aprendizagem tem inteligência média ou acima da média; algumas, de fato, são extremamente brilhantes. É esse paradoxo que muitas vezes alerta os médicos da possível presença de uma deficiência de aprendizagem.”

A escola é um factor de desenvolvimento?


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A escola é sem dúvida uma grande influenciadora do desenvolvimento humano.Sendo um espaço privilegiado ao atingir o objectivo de criar hábitos de estudo e trabalho. O desenvolvimento de competências de aprendizagem autónomas proporciona oportunidades de maior capacidade de socialização sem constrangimento de idade.

Quais as mudanças sociais na velhice?



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Envelhecer não é sinónimo de declínio intelectual é muitas vezes consequência de doenças características desse período de vida. Na verdade é frequente verificar que a sabedoria adquirida ao longo da vida proporciona ajustes comportamentais de acordo com as exigências.

Segundo Erikson, “neste período de vida existe uma profunda reflexão sobre o que aconteceu anteriormente situando as pessoas no estádio integridade versus desespero.”…

“A pessoa reconhece e integra aspectos em que falhou ou oportunidades perdidas num balanço positivo. Daqui resulta a sabedoria.”

“Factores como o «valor monetário da reforma, o estado de saúde do sujeito, do tipo de trabalho até aí realizado, do estado civil, do sexo, entre outros» [Tavares e al.2007:102].”

O envelhecimento e o confronto com a proximidade da morte pode permitir “a resolução de velhos conflitos, a redefinição de prioridades e criando um novo significado para a vida.”

Bibliografia/pesquisada:
Textos de apoio da U.A.
Erikson, E. O Ciclo de Vida Completo. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998

http://www.cerescaico.ufrn.br/mneme/pdf/mneme13/135.pdf

http://www.webartigos.com/articles/8668/1/a-teoria-do-desenvolvimento-psicossocial-de-erik-erikson/pagina1.html

O que é a inteligência?


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Como capacidade mental de raciocínio a inteligência implica compreender e resolver problemas e ideias.
Conceitos de definição de inteligência “"Intelligence: Knowns and Unknowns", relatório da equipa da Associação Americana de Psicologia em 1995”:
a) Habilidade de entender ideias complexas;
b) Adaptação eficaz ao ambiente;
c) Aprender com a experiência;
d) Relacionar as várias formas de raciocínio;
e) Superar obstáculos mediante pensamento.
Sabendo que a inteligência é a maior ou menor capacidade de organização de fenómenos complexos, pergunta-se: será que o desenvolvimento da capacidade intelectual varia com o ambiente, a ocasião, a oportunidade?

Bibliografia/pesquisada:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Intelig%C3%AAncia

01/04/2009

As crianças não mentem ? (*)


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“As crianças não mentem” é uma frase comum, bastante ouvida mas que não corresponde à verdade. O facto é que as crianças mentem.
Mentem quando inventam histórias em que muitas vezes a realidade se confunde com a fantasia ou para se livrarem de culpa.

Ao que parece, segundo estudos, quanto mais cedo a criança começa a mentir maior é a sua capacidade intelectual. Embora nos primeiros anos de vida não distingam a fantasia da realidade. Quando entendem a possibilidade de enganar os outros em seu proveito não hesitam de modo a evitar castigos, repreensões ou até mesmo recompensas.

A mediação da mentira não é fácil da parte dos pais que geralmente se preocupam por competência na demonstração da importância da verdade da honra e confiança em confronto com as mentiras dos filhos.

A construção da conduta tem a sua sustentação na família, na escola e na sociedade, sendo a primeira o ponto de partida.

No entanto a mentira não pode ser olhada exclusivamente como um acto errado. É também uma forma que a criança encontra como protecção para esconder o seu mundo interior. Na verdade a criança de tenra idade não mente, diz falsidades de forma a ter maior aceitação principalmente no seio da família. A mediação destas não verdades são por vezes incompreensíveis para a criança bem como a percepção da chamada conveniência social. Como exemplo disso, uma criança que é motivada a não mentir mas ainda não detentora da necessidade diferenciada de ter comportamento social adequado ás diversas situações pode em dado momento ser considerada inconveniente quando uma visita entra na sua casa e ela lhe diz “tu és feio”. Podendo ser verdade a noção de comportamento adequado não existe e por isso a criança é repreendida, podendo ficar confusa sobre a verdade e a mentira.

A diferenciação da verdade/mentira evolui ao longo do desenvolvimento.
Por volta dos seis anos começa a distinguir o verdadeiro e o falso, mas a mentira ainda não é encarada como tal. Aos oito anos, a mentira passa a ser intencional. Quando as crianças e adolescentes compreendem que as mentiras podem ter aceitação em determinadas situações não dizendo a verdadeira razão, receia, por vezes, apenas, ser alvo de troça por parte de quem o rodeia ou no sentido de protegerem a sua privacidade de modo a sentirem-se independentes.

A continuidade da mentira mesmo de forma responsável e acreditando que essa é a melhor forma de agradar aos educadores, pais/professores/amigos, não sendo propriamente maldosa, contudo, podem cair em vicio. Situações como estas podem ocorrer na sequência de problemas sérios como sejam a droga, o álcool, etc.

Sendo os pais o paradigma de maior importância para a educação dos filhos, torna-se urgente descobrir atempadamente as mentiras, provocando reflexão entre a fantasia e a realidade, a mentira e a verdade, desvantagens e consequências, deixando margem à criança para que se possa exprimir de modo confiante e se sinta compreendida. Os “sermões” e “castigos” de grande dimensão podem provocar tristeza e baixa de auto-estima.

A persistência deste comportamento poderá ser alvo de avaliação psicológica de modo a que tanto a criança como os pais possam entender esse comportamento e fornecer orientações futuras.

Resultados de pesquisa sobre a mentira indicam que a frequência diária é em média 200 vezes, cerca de 2 a cada 5 minutos. Situações simples como elogios a outrem do tipo “hoje está com bom aspecto” ou “não posso ir trabalhar…estou doente” ou até o simples sorriso inocente para colaborar com determinado momento social.

A mentira é em ultima analise, a rejeição da verdade. Esta é uma verdade histórica da humanidade que podemos culpar como causadora de sofrimento, guerras, crises e calúnia.


Bibliografia/pesquisada:
http://www.psicologia.org.br/internacional/ap30.htm
Textos de apoio da Universidade Aberta